Então iniciamos os encontros da oficina de aquarela.
No terceiro encontro, trouxe diversos objetos coloridos e montamos uma composição com estes objetos. E a partir da observação deles, fizemos diversos exercícios de desenho e aquarela:
1- desenho cego: olhando só para os objetos, com o lápis e depois aquarelar;
2- desenho cego: olhando para o papel e objetos, mas desenhando com giz de cêra branco no papel;
3- desenhando com o pincel com tinta de aquarela, explorando a linha;
4- desenhando com o lápis, utilizando a linha e depois pintando com o pincel com aquarela, explorando a mancha;
5- sem linha, pintando com o pincel com aquarela, explorando a mancha;
6- aquarelando com o papel molhado;
7- aquarelando explorando as cores, da forma que quiser.
Lembramos que não precisamos nos preocupar com o produto final, e sim o que importa aqui é o processo, é o experimentar. Não importa chegar lá no final do caminho e sim, o caminho percorrido, o caminhar com plena atenção e experimentação.
Aquarelas de Isabel
Aquarelas de Fabiane
Aquarelas de Giliard
Compartilho aqui uma reflexão lindíssima de Dzigar Kontrol Rinpoche, acerca da pintura:
Expressando Verdade
"Para mim, a pintura é um meio de expressar a verdade que se descobre através da meditação. A prática essencial da meditação é permitir que a mente se expresse livremente, sem medo ou julgamento. Em cada momento de consciência encontramos as impressões do mundo exterior através de nossas percepções sensoriais, bem como o nosso mundo interior de pensamentos, sentimentos e emoções. Quando somos capazes de deixar esta incrível variedade de experiência apenas ser, sem tentar rejeitar o que tememos ou agarrar-nos ao que somos atraídos - quando relaxamos na experiência sem tentar manipulá-la de qualquer maneira, temos uma experiência completa de mente, nu e inalterada. A pintura, quando está livre de noções tais como beleza e feiúra ou deve e não deve, pode ser usada para expressar essa experiência completa de mente. Quando a arte se desenvolve a partir desse entendimento, ela prove a possibilidade para quem a vê de também experimentar a natureza não-fabricada de sua própria mente. "