Debaixo do Sol e da Lua. xilogravura. Guadalupe Rausch

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Na oficina de aquarela, numa bela tarde de domingo...

Então iniciamos os encontros da oficina de aquarela. No terceiro encontro, trouxe diversos objetos coloridos e montamos uma composição com estes objetos. E a partir da observação deles, fizemos diversos exercícios de desenho e aquarela:

1- desenho cego: olhando só para os objetos, com o lápis e depois aquarelar;
2- desenho cego: olhando para o papel e objetos, mas desenhando com giz de cêra branco no papel;
3- desenhando com o pincel com tinta de aquarela, explorando a linha;
4- desenhando com o lápis, utilizando a linha e depois pintando com o pincel com aquarela, explorando a mancha;
5- sem linha, pintando com o pincel com aquarela, explorando a mancha;
6- aquarelando com o papel molhado;
7- aquarelando explorando as cores, da forma que quiser.

Lembramos que não precisamos nos preocupar com o produto final, e sim o que importa aqui é o processo, é o experimentar. Não importa chegar lá no final do caminho e sim, o caminho percorrido, o caminhar com plena atenção e experimentação.

Aquarelas de Isabel
Aquarelas de Fabiane
Aquarelas de Giliard


Compartilho aqui uma reflexão lindíssima de Dzigar Kontrol Rinpoche, acerca da pintura:

 Expressando Verdade


"Para mim, a pintura é um meio de expressar a verdade que se descobre através da meditação. A prática essencial da meditação é permitir que a mente se expresse livremente, sem medo ou julgamento. Em cada momento de consciência encontramos as impressões do mundo exterior através de nossas percepções sensoriais, bem como o nosso mundo interior de pensamentos, sentimentos e emoções. Quando somos capazes de deixar esta incrível variedade de experiência apenas ser, sem tentar rejeitar o que tememos ou agarrar-nos ao que somos atraídos - quando relaxamos na experiência sem tentar manipulá-la de qualquer maneira, temos uma experiência completa de mente, nu e inalterada. A pintura, quando está livre de noções tais como beleza e feiúra ou deve e não deve, pode ser usada para expressar essa experiência completa de mente. Quando a arte se desenvolve a partir desse entendimento, ela prove a possibilidade para quem a vê de também experimentar a natureza não-fabricada de sua própria mente. "

2 comentários:

  1. Guadagata!!!! obaa!!! vou fazer os exercícios em casa!!!! quando tu vier me visitar aqui nas ólindas, tu ve meus trabalhinhos...hehehehhe
    lindo hein?
    uau
    amei saber das pessoas aquarelando... que muitos seres possam aquarelar suas vidas, tornando-as mais leves e livres, como a mente presente!!!!

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  2. Lindo, Guada!! Parabéns à profe e aos alunos!! Que bom ver a Casa das Artes borbulhando idéias e criatividade!

    Fer

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